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Author: G1

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com jornalistas e analistas da TV Globo, do G1, da GloboNews e dos demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e trazer um ângulo diferente dos assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo, além de contar histórias e entrevistar especialistas e personagens diretamente envolvidos na notícia.
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Herdeiro das atividades de contravenção do clã Andrade e uma das figuras mais temidas do Rio de Janeiro há décadas, Rogério tem em sua ficha corrida vários atentados contra si – um deles, em 2010, matou seu filho de 17 anos – e também denúncias de crimes diversos, entre eles assassinatos, organização criminosa e pagamento de propina a agentes públicos. Uma dessas acusações o levou à cadeia, mas por apenas quatro meses: Jorge Mussi, ministro do Superior Tribunal de Justiça, hoje aposentado, soltou o bicheiro em 2022, após o nome dele constar até na lista dos mais procurados da Interpol. Na mais alta esfera do Judiciário, o ministro Nunes Marques, do STF, decidiu a favor de Rogério Andrade por três vezes. A mais recente dela foi um despacho sigiloso que libera o contraventor de usar a tornozeleira eletrônica e de atender o recolhimento domiciliar noturno. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Octavio Guedes, colunista do g1 e comentarista da GloboNews, para explicar quem é este personagem, a quais crimes ele responde na Justiça e por que ele consegue sempre escapar do alcance das leis.
As críticas do presidente da Câmara ao ministro Alexandre Padilha (PT) – responsável pela articulação política do governo com o Congresso – datam de meses. Mas, na última semana, Arthur Lira (PP) subiu o tom e chamou o ministro de “incompetente”: disparo dado depois de ser questionado sobre uma possível fragilidade de sua liderança à frente da Casa. Ao saber do bombardeio sofrido por seu ministro, o presidente Lula (PT) entrou em cena e dobrou a aposta: defendeu Padilha abertamente, e o governo exonerou um primo de Lira da superintendência regional do Incra em Alagoas. Do outro lado, Lira abriu sua caixa de ferramentas: ele ameaça com uma série de “pautas-problema” para o Executivo, entre elas a instalação de CPIs – um incômodo às vésperas das eleições municipais. “É o pior momento, sem dúvida alguma”, afirma o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV-SP, sobre a relação entre o comando da Câmara e o Planalto. Em entrevista a Natuza Nery, Abrucio analisa a guerra deflagrada e avalia o que cada lado tem a ganhar e a perder: “Há uma dissonância cognitiva entre os dois. Lira não será o primeiro-ministro que foi com Bolsonaro, e Lula 3 não será como foi Lula 1 e Lula 2”, resume.
No intervalo de uma semana, duas operações lideradas pelo Ministério Público revelaram diferentes frentes de atuação do crime organizado no Estado de São Paulo. Na operação Fim da Linha, foram alvo duas empresas de ônibus que operam para a Prefeitura da capital paulista, com o intuito de lavar dinheiro do tráfico e de outros crimes - só no ano passado, as duas faturaram, juntas, mais de R$ 800 milhões. Nesta terça-feira, a operação Munditia relacionou pelo menos 3 vereadores de cidades da Região Metropolitana e Baixada Santista a licitações fraudadas – que somam mais de R$ 200 milhões nos últimos anos. Em comum: a relação promíscua entre agentes do Estado com a maior facção criminosa do Brasil. Neste episódio, Bruno Tavares, repórter da TV Globo, descreve as descobertas do MP paulista nas duas frentes de atuação e quais os próximos passos. Natuza Nery entrevista também Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP e autor do livro “A guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”. Bruno Paes Manso explica como o PCC, desde sua fundação, se organizou para estender seus tentáculos nos cofres públicos e até posições de destaque na política.
A ofensiva iraniana do último sábado (13) sobre o território israelense ocorreu depois de duas semanas de ameaças. No dia 1° de abril, Israel havia bombardeado um posto diplomático do Irã na Síria - sob alegação de que o regime iraniano financia os grupos armados Hezbollah e Hamas. A relação de conflito entre os dois país remete a décadas de “guerra silenciosa”, como explica João Koatz Miragaya a Natuza Nery neste episódio. Diretamente de Israel, onde mora, Miragaya, que é mestre em história pela Universidade de Tel-Aviv e colaborador do Instituto Brasil Israel, analisa o grau de ineditismo do ataque de drones e mísseis do Irã sobre Israel e os interesses internos e externos que orientam os dois países. Ele também avalia as consequências desta crise para o futuro da guerra em Gaza e os riscos de escalada para uma guerra generalizada no Oriente Médio.
Ainda na década de 1970, o economista Edmar Bacha criou o termo Belíndia, uma fábula que descreve um país cujas condições socioeconômicas seriam um mix entre a riqueza da Bélgica e a pobreza da Índia. Meio século depois, esse país continua se equilibrando nas mesmas contradições - seu 1% mais rico ganha 32 vezes mais que a metade mais pobre; e na base dessa pirâmide, tentam sobreviver mais de 20 milhões de pessoas que não têm sequer o que comer todos os dias. “Se um marciano viesse à Terra e tivesse que conhecer um país para entender a realidade do planeta, o Brasil seria a melhor opção”, afirma Pedro Fernando Nery, consultor de economia no Congresso e professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Entrevistado por Julia Duailibi, o economista explica por que o país é “um caso emblemático” que resume as desigualdades globais. Ele também relata o que viu durante o período de pesquisa de seu recém-lançado livro “Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil”, quando foi presencialmente a oito lugares que exemplificam as diferenças de renda, de oportunidades e de expectativa de vida no país.
A lei que autoriza presos em regime semiaberto à saída temporária data de 1984, quando o país ainda vivia sob a ditadura militar. O benefício é concedido como parte do processo de ressocialização de detentos e é motivo de intenso debate: por um lado registra, em média, uma taxa de retorno ao sistema prisional acima de 95%; por outro, é fonte de uma série de eventos criminosos cometidos por presidiários libertos. No Congresso, as duas Casas acordaram num Projeto de Lei que restringe a elegibilidade dos detentos para acessar o benefício e limita as condições para a saidinha – texto que o presidente Lula (PT) sancionou com veto apenas à proibição de que presos possam visitar suas famílias. Neste episódio, Julia Duailibi entrevista Pierpaolo Bottini, advogado e professor de direito penal da Faculdade de Direito da USP. Ele explica o que muda com a nova lei e seu impacto no sistema prisional brasileiro.
A partir de maio, a rede pública de saúde do Estado de São Paulo vai fornecer gratuitamente medicamentos à base de canabidiol (CBD) para pacientes das síndromes de Dravet e Lennox-Gasteau, e de esclerose tuberosa. Será a primeira vez que o Sistema Único de Saúde inclui a substância no seu rol de tratamentos – o ato mais recente de um movimento que tomou impulso em 2015 e em 2019, quando, respectivamente, a Anvisa liberou a importação e a comercialização em farmácia de produtos feitos a partir do CBD. Neste episódio, Julia Duailibi entrevista o psiquiatra e neurocientista José Alexandre Crippa, professor da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto e um dos principais pesquisadores em canabidiol do país. Ele diferencia o CBD do THC - substância com ação psicoativa que “dá barato” - e explica por que ele, o canabidiol, é tão importante para o tratamento de algumas condições neurológicas.
Seis anos depois do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, a Polícia Federal concluiu sua investigação e apontou como mandantes do crime o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, respectivamente, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ e deputado federal. A presença do parlamentar entre os suspeitos levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Alexandre de Moraes decidiu pela prisão de Chiquinho - não pelo assassinato, mas pelo que definiu como “flagrante delito pela prática do crime de obstrução de justiça em organização criminosa”. Como determina a Constituição, a detenção de um parlamentar precisa ser referendada no Congresso, o que está previsto para acontecer nesta quarta-feira (10): a Comissão de Constituição de Justiça retoma a sessão sobre o caso. Em seguida, o Plenário deve analisar a manutenção da prisão. Além disso, o Conselho de Ética deve instaurar o processo que pode cassar o deputado. Convidado de Julia Duailibi neste episódio, Pedro Figueiredo, repórter da Globonews no Congresso, revela o clima nos bastidores de Brasília para a manutenção ou não da prisão de Chiquinho. Participa também Gustavo Sampaio, professor de Direito Constituição da UFF, que analisa a pertinência jurídica das decisões de Moraes em relação ao foro privilegiado.
A provocação do bilionário começou no último sábado, quando comentou em um post de janeiro do ministro do Supremo Tribunal Federal. Depois de atacar Moraes, o dono da plataforma X (antigo Twitter), ameaçou reativar contas suspensas bloqueadas pela Justiça brasileira por desrespeito à Legislação. Em resposta, uma canetada do ministro do STF incluiu Musk no inquérito das milícias digitais e determinou a abertura de uma nova investigação. A ação do bilionário é orquestrada com a divulgação de supostas conversas entre funcionários do antigo Twitter com críticas ao Judiciário brasileiro, inflando o discurso da extrema-direita. Um roteiro já visto em países como os Estados Unidos e o Reino Unido. Para entender como o dono do X atua para desacreditar informações confiáveis e instituições de Estado, Julia Duailibi conversa com a advogada Estela Aranha. Ex-assessora especial e secretária nacional para direitos digitais do Ministério da Justiça, Estela explica quem são os envolvidos nesta disputa, analisa as possíveis implicações legais contra Elon Musk e a urgência da regulação de redes sociais.
Desde a sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras, apresentada por Machado de Assis em 20 de julho de 1897, mais de 250 escritores, poetas e intelectuais já ocuparam as 40 cadeiras mais célebres da cultura brasileira. Entre tantos gênios que se tornaram imortais, nenhum indígena até a última sexta-feira. Em uma cerimônia histórica, Aílton Krenak assumiu a cadeira número 5 da ABL – que já foi ocupada por Oswaldo Cruz e Rachel de Queiróz. “É uma esperança de que a nossa sociedade esteja melhorando a percepção sobre sua própria diversidade”, diz o novo imortal. Como liderança indígena, ele foi um dos protagonistas da luta dos povos tradicionais por direitos na Assembleia Constituinte. Como poeta e filósofo, Krenak assina mais de uma dezena de obras que versam sobre a relação da humanidade com os elementos da natureza, com a ancestralidade perdida e com a necessidade de – como diz em um de seus livros – buscar formas de adiar o fim do mundo: “Compreender o organismo da Terra, com sua magnifica potência de vida, é pacificar nossa fúria por consumo”.
Foram 50 dias desde a fuga do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN). Rogério Mendonça Deibson Nascimeto percorreram 1,6 mil km e foram capturados em Marabá (PA). Além da dupla, foram detidas outras quatro pessoas que ajudavam os criminosos na fuga. O bando estava no que o ministro da Justiça chamou de “comboio do crime”, em três carros, com um fuzil, e oito aparelhos celulares. Para entender como foram os últimos dias de buscas e como os investigadores interceptaram os criminosos, Natuza Nery conversa com o repórter da GloboNews Bruno Fontes. É ele quem relata como a dupla ligada ao Comando Vermelho recebeu ajuda desde a fuga no dia 14 de fevereiro. Bruno detalha como Rogério e Deibson viajaram durante 6 dias, de barco, do Ceará até o Pará: “eles iam cortar o estado do Pará para conseguir sair do país”, diz. Bruno afirma ainda como a polícia usou o monitoramento de celulares para conseguir informações de criminosos em outros Estados, inclusive no Rio de Janeiro, de onde saíram ordens e ajuda para que a dupla conseguisse escapar do cerco policial.
O ataque contra um comboio na Faixa de Gaza matou 7 agentes humanitários de uma ONG internacional e aumentou a pressão sob o primeiro-ministro israelense. “Acontece em uma guerra”, disse Benjamin Netanyahu, ao falar sobre a ação. Agora até os Estados Unidos, um aliado histórico de Israel, questiona a condução da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Internamente, os protestos contra o governo crescem depois de um período de apoio ao premiê - antes dos ataques do Hamas, a figura de Netanyahu foi alvo de protestos por tentar uma reforma no Judiciário. Seis meses depois do início da guerra e sem a libertação total dos reféns sob poder do Hamas, a população israelense voltou às ruas para pedir novas eleições. Para entender as pressões contra o primeiro-ministro de Israel, e como a turbulência política afeta o futuro do conflito na Faixa de Gaza, Natuza Nery conversa com João Koatz Miragaya, mestre em história pela Universidade de Tel Aviv e colaborador do Instituto Brasil-Israel. Direto de Yiad, comunidade ao norte de Israel, João relata como o premiê está em situação crítica internamente – com sua coalizão de governo em risco. Para ele, a situação de Netanyahu é “desconfortável”, sem poder atender as demandas tanto de sua base governista quanto da oposição. E externamente, com a comunidade internacional pressionando por um cessar-fogo.
Na segunda quinzena de março, uma série de apagões atingiu a maior cidade do Brasil. Foram dias e dias de falhas no fornecimento de energia – sob responsabilidade da Enel, concessionária com contrato até 2028. Os casos se somaram ao apagão registrado meses antes, em novembro do ano passado, quando 2 milhões de clientes ficaram no breu depois de um temporal. Para além dos apagões, a Enel registrou 340 mil quedas de energia não programadas em 2023, uma alta de 37% em relação à média dos anos anteriores. Com a sucessão de casos, o ministro de Minas e Energia ameaça um processo para tirar a concessão da empresa, cujo contrato vai até 2028. Para entender a série de apagões em São Paulo, qual o papel da agência reguladora na fiscalização e as possíveis consequências do fim da concessão, Natuza Nery conversa com Rodrigo Bocardi, apresentador da TV Globo e da rádio CBN, e com Joísa Dutra, ex-diretora da Aneel e diretora do Centro de Regulação em Infraestrutura da FGV.
Começou nesta segunda-feira (1°) o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que pode levar à cassação do senador Sergio Moro (União Brasil). No primeiro dia de análise na Justiça Eleitoral, o relator do caso entendeu que as acusações contra o senador por abuso de poder econômico na eleição de 2022 não procedem. A partir da quarta-feira (3), outros seis desembargadores vão votar – num julgamento cujo desfecho é considerado imprevisível. As ações foram propostas pelo PT – partido do presidente Lula, alvo de Moro durante a Lava Jato – e pelo PL de Bolsonaro, de quem Moro foi aliado e ministro. Para entender o que pesa contra o ex-juiz, eleito para um mandato até 2030, Natuza Nery conversa com Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. Malu explica o ineditismo das ações contra o senador e como o momento político no Congresso pode complicá-lo: “ele é um político isolado no Senado e localmente”, diz. “Não há alianças que podem segurá-lo no cargo”, avalia. Malu analisa ainda o possível desfecho do caso, cuja tendência é ser levado para votação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E conclui como a futura composição do TSE – com a saída de Alexandre de Moraes e a entrada de André Mendonça - pode ajudar o senador.
Iniciou-se no dia 1º de abril de 1964 a sessão do Congresso Nacional na qual o então presidente do Senado Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República. João Goulart foi deposto, e a eleição prometida para o ano seguinte nunca aconteceu. O Brasil, então, viu nascer um de seus momentos mais sombrios assim que o general Humberto Castelo Branco deu início ao período de 21 anos de governos militares. A retomada democrática instituída a partir de 1985 nunca afastou os fantasmas de um novo golpe – e as investigações da Polícia Federal indicam que, ao fim do mandato de Jair Bolsonaro (PL), o governo civil com a maior quantidade de militares da história recente, houve risco real de outra ruptura. Agora, sob ordens de Lula (PT), o governo federal vetou todos os eventos sobre a memória dos crimes cometidos pela ditadura militar. Ao colocar panos quente sobre o passado, ele tenta buscar uma harmonia entre os poderes de Estado e a cúpula das Forças Armadas. “Lula concedeu até o mínimo do mínimo, mas nós não sabemos as contrapartidas que ele está esperando”, alerta Conrado Hübner Mendes, professor de Direito da USP, em entrevista à Natuza Nery. Para ele, o país vive “mais uma oportunidade perdida se de proteger dessa ameaça permanente”. Neste episódio participa também Rafael Schincariol, coordenador de relações institucionais do Instituto Herzog. Ele explica a importância da votação iniciada no STF para definir os limites da atuação das Forças Armadas, regulamentados pelo Artigo 142 da Constituição Federal – o relator, o ministro Luiz Fux, já votou para extinguir a tese de que sejam o “poder moderador” da República.
A invasão ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021 estremeceu a democracia americana. Em jogo, estava a certificação de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos – ele que havia vencido a eleição contra o então presidente Donald Trump, que alegou fraude nas urnas, sem apresentar provas. Em Brasília, o discurso trumpista encontrou eco em Jair Bolsonaro e acendeu um alerta na Casa Branca. Já sob a gestão Biden, altos oficiais do governo americano agiram no Brasil para mitigar as ações golpistas de Bolsonaro, acuar os comandantes militares que aderiram ao projeto antidemocrático e garantir eleições livres no país. Em entrevista a Natuza Nery, quem descreve o passo a passo dessa operação - que garantiu até que chips chegassem às urnas eletrônicas a tempo para as eleições - é Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV-SP.
“Algum crime nisso?”, respondeu Jair Bolsonaro ao ser questionado por jornalistas sobre a revelação de que havia passado duas noites de fevereiro na embaixada da Hungria em Brasília. A estadia inusitada foi revelada pelo jornal americano The New York Times e levantou suspeitas, já que dias antes o ex-presidente havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em que teve o passaporte apreendido. A PF resolveu apurar se Bolsonaro desrespeitou medidas cautelares impostas pelo STF – investigado por uma tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente está proibido de deixar o Brasil. Para entender se o ex-presidente descumpriu ou não a ordem do Supremo e as possíveis implicações deste ato, Natuza Nery conversa com o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho e com a professora da Faculdade de Direito da USP Maristela Basso. Com visões diferentes sobre o tema, Augusto de Arruda Botelho e Maristela Basso discorrem sobre as implicações da estadia do ex-presidente na embaixada e analisam as consequências políticas de uma possível prisão preventiva.
A relação íntima entre milícias, policiais e políticos foi desnudada com a prisão dos três suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Domingos Brazão (conselheiro do TCU-RJ) e Chiquinho Brazão (deputado federal) são apontados pela Polícia Federal como mentores do assassinato da vereadora. E Rivaldo Barbosa (ex-chefe da Polícia Civil do RJ), foi quem planejou o crime, segundo os investigadores. O trio evidencia a presença enraizada de agentes públicos no crime organizado, em um Estado “loteado”, como aponta César Tralli em conversa com Natuza Nery neste episódio. “Rivaldo Barbosa agora é um fio de novelo que vai se desdobrar em outros inquéritos”, diz Tralli, jornalista e apresentador da TV Globo e da GloboNews. Tralli revela que novas investigações devem ser abertas para apurar a promiscuidade entre criminosos e agentes públicos. Participa também Bruno Paes Manso, jornalista e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Autor do livro “República das Milícias”, Bruno indica como um depoimento de Orlando Curicica em 2018 – mesmo ano da morte de Marielle – evidenciou o poder de influência das milícias dentro da polícia do RJ. Bruno desenha também o histórico da relação entre milícia e política, e avalia como o esclarecimento do assassinato da vereadora pode ser uma oportunidade para reorganizar o Rio de Janeiro.
Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa foram presos no início da manhã do domingo (24) suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a investigação da Polícia Federal, o crime foi encomendado por Domingos, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e pelo irmão Chiquinho, deputado federal (ex-União Brasil-RJ). Ainda segundo a PF, o delegado Rivaldo Barbosa foi o responsável por arquitetar o assassinato. À época, Rivaldo era chefe da Polícia Civil do RJ, nomeado um dia antes do crime. Para entender as suspeitas que recaem sobre cada um deles, Natuza Nery conversa com Bruno Tavares, jornalista da TV Globo que primeiro informou sobre a prisão dos três. Bruno detalha como foi a operação para prender o trio e quais as motivações para o assassinato, segundo a investigação da Polícia Federal.
Condenado a 9 anos de prisão pela Justiça da Itália, Robinho foi preso nesta quinta-feira (21) em Santos para cumprir a pena por estupro coletivo contra uma albanesa. A prisão aconteceu após o STF negar um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-jogador, um dia depois de o STJ decidir que Robinho deve cumprir a sentença no Brasil, já que o país não extradita brasileiros. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista André Rizek para entender como o caso de Robinho mudou a forma de lidar com violência de gênero no futebol. Apresentador do sportv, Rizek relata como era a vida do jogador à espera da decisão do STJ e a maneira com que clubes lidam com ídolos envolvidos em caso de estupro e abuso sexual. E conclui como a declaração da presidente do Palmeiras, Leila Pereira – hoje à frente da delegação brasileira da CBF – vai na contramão do “silêncio ensurdecedor” recorrente de dirigentes e jogadores sobre episódios de violência de gênero.
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Comments (627)

MTKhyi

"Herdeiro das atividades de contravenção do clã Andrade e uma das figuras mais temidas do Rio de Janeiro há décadas, Rogério tem em sua ficha corrida vários atentados contra si – um deles, em 2010, matou seu filho de 17 anos – e também denúncias de crimes diversos, entre eles assassinatos, organização criminosa e pagamento de propina a agentes públicos." Rogério Andrade e Frazão, chefes do crime organizado. por que a extrema direita quer vê-los livres?

Apr 19th
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MTKhyi

A fuga e captura é um verdadeiro roteiro de filme policial, semelhante a seriados norte-americanos.

Apr 5th
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Marcos Ferronatto

Cheio de general democrata e EUA exportando democracia. Claro, os generais só se tornaram democratas depois que deu errado e os EUA só exportaram democracia porque queriam minar os interesses da China. E claro, também, que todo esse processo ocorreu segundo os próprios agentes do governo americano que obviamente não tem o menor interesse em se pintar como salvadores da pátria 🤮. Esse programa foi um suco de imperialismo americano e processo de anistia para o generalato golpista.

Mar 28th
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pennywise

Robinho nasceu, cresceu, virou craque e vai morrer como estuprador.

Mar 23rd
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Newton Rodrigues

"investir" comprando uma ação de emissão secundária (ou seja, é está em free-float no mercado) é investir para quem compra, mas não é investir para a Petrobras. se fosse emissão primária (Petrobras aumentando capital e investidores integralizando a emissão) aí o pensamento até fechava.

Mar 14th
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Newton Rodrigues

com todo o respeito, faltou estudar direito constitucional e direito administrativo. nosso sistema jurídico é estruturado justamente a partir dessa premissa. o Estado cria uma estatal para prestar diretamente um serviço público, ou para intervir numa atividade econômica. sendo a exploração, refino, atividades de petróleo e gás consideradas estratégicas, a Petrobras existe para intervir no domínio econômico de petróleo e gás. artigo 174 da constituição.

Mar 14th
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Beto Oliveira

parabéns, Lula. O mundo está do teu lado. Que Israel pare com o genocídio.

Feb 20th
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Newton Rodrigues

Alemanha Nazista: lei de pureza do sangue ariano + sistema de trabalhos forçados + desapropriação de bens de judeus (e homossexuais, comunistas, ciganos, pessoas com deficiência, dentre outros) + solução final. Partição da Palestina e criação do Estado de Israel (1948): desapropriação, expulsão de povo de seu território, deslocamento forçado (akhba). Motivação: étnico-política-religiosa. Nos anos seguintes, invasões sistemática dos territórios que deveriam conformar o futuro Estado Palestino.

Feb 20th
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Leandro Carvalho

Que VERGONHA das Forças Armadas, só pensam em dinheiro e poder, o Brasil que se dane se houver MAIS UM golpe patrocinado por elas

Feb 10th
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MTKhyi

Forças Armadas contra Yanomamis. Triste.

Feb 1st
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Giumar Pantaleão

Não é a legislação Ambiental que trava as negociações. É que o Brasil não pode fechar o acordo nos termos exigidos por eles. Caso o Brasil aceitasse já estaria assinado. Por mais algumas décadas estaríamos novamente relegados à nossa posição de "a grande fazenda colonial do mundo" apenas fornecendo matéria prima sem se importar com o futuro. Isso não. Lula está mais do q certo. Claro q o "deus mercado" libera suas narrativas contrárias ao posicionamento do governo.

Jan 31st
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MTKhyi

E eu pensando que "1984" tinha passado e era só ficção. E eu pensando que o governo Bolsonaro tinha passado dos limites. Um governo do Grande Irmã sendo construído.

Jan 27th
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Ecere Seluk

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Jan 27th
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Fernando Conde

Acho que o profissional Ideal pra falar sobre eleições dentro de um país é um cientista político ou social, Relações Internacionais foca mais nas relações inter Estados.

Jan 26th
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MTKhyi

Reportagem espetacular. A descoberta da existência de povos antigos na Amazônia. E, provavelmente, a domesticação de alimentos que estão na nossa mesa.

Jan 23rd
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MTKhyi

Parte do documentário sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro do ano passado relatado aqui. Muitos fatos novos, desconhecidos para mim. Uma lição para a República.

Jan 8th
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MTKhyi

Ouvir o Padre Júlio Lancellotti é um afago aos nossos sentimentos de compaixão pelo outro.

Jan 5th
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Rafael Pinheiro

Mais uma vez um comentarista de merda jogando a favor do banco, dizendo que a solução pra dívidas é parar de comer ou voltar ao passado pra poder pagar logo os bancos com lucro exorbitantes, diz que pra diminuir os maiores juros do mundo o importante é que o estado eduque financeiramente crianças, porque aí a culpa é do estado, que não pode colocar teto nas multas porque vai desaquecer a economia, agora veja, o pobre não tem dinheiro e não deve comprar mas não pode colocar teto na multa também.

Jan 4th
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Commander

Jornaleira Passadora de Pano para Corrupto

Dec 6th
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Newton Rodrigues

Venham investigar a mineração na Serra do Curral, em BH. Conversem com a deputada Duda Salabeet, com o Projeto Manuelzão da UFMG. Temos risco de ficar sem água em BH, bem pior que Brumadinho ou Bento Gonçalves.

Dec 6th
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